Quando a marca está no noticiário, a loja abre no dia seguinte.

Numa crise de imagem, a assessoria fala com a imprensa e a matriz escreve o comunicado. A loja abre no dia seguinte, com o mesmo consultor diante do mesmo cliente, e é ali que a marca fala primeiro com quem compra. A Persona monta o plano em três tempos: antes, no dia e depois.

falar com a Persona
Vitrine de joalheria acesa numa rua escura, à noite

Só um em cada seis executivos acha a equipe muito bem preparada para uma crise

17% dos executivos acham a equipe muito bem preparada para uma crise grande e inesperada

Weber Shandwick, C-Suite Report, 2025.

Depois da crise, metade das empresas não volta à reputação que tinha, e as que voltam levam cerca de dois anos, segundo estudo da Universidade do Kansas divulgado em 2018.

Antes da notícia, a Persona escreve o roteiro, monta a lista e ensaia a equipe

  1. 1 O mapa Quem precisa saber e em que ordem: a equipe da loja, os melhores clientes, o shopping, os fornecedores, os embaixadores e a matriz.
  2. 2 O roteiro O que o consultor diz e o que ele não diz, aprovado pela matriz e pelo jurídico da marca.
  3. 3 A lista Os clientes que recebem uma ligação antes de lerem a notícia, e o consultor que liga para cada um.
  4. 4 A apólice Com a corretora da marca, a Persona levanta o que o seguro cobre (D&O, cyber, despesa de comunicação de crise) e quem avisa a seguradora, para a loja agir dentro da apólice.
  5. 5 O ensaio A Persona simula a crise com a equipe da loja, para o roteiro ser usado antes do dia em que for preciso.

No dia, a equipe segue o roteiro e a Persona coordena quem fala com quem

  1. 1 A primeira nota A Folhetim, agência do mesmo grupo da Persona, ou a assessoria da marca publica a nota inicial: o que se sabe, o que ainda não se confirmou e quando vem a próxima atualização.
  2. 2 As ligações Os consultores ligam para os clientes da lista de ligações, na ordem do mapa.
  3. 3 A vitrine As peças que precisam sair da vitrine e da arara saem no mesmo dia, e a decisão fica registrada.
  4. 4 O balcão O que os clientes perguntam na loja chega à matriz no fim do dia.
  5. 5 Os prazos legais Vazamento de dados pessoais exige aviso à ANPD e aos clientes em até 3 dias úteis; produto com risco abre recall com aviso à Senacon em 24 horas. O jurídico da marca conduz, e a Persona prepara a loja para o aviso.

Depois da crise, a marca mostra o conserto e a Persona mede a volta do cliente

  1. 1 O conserto A marca diz o que corrigiu, com número. A Loro Piana, por exemplo, informou cerca de 2.400 auditorias e mais de 100 fornecedores cortados, e a administração judicial caiu antes do prazo (Money.it, 2026).
  2. 2 A loja de novo A Persona refaz o roteiro com o que os clientes perguntaram e treina a equipe outra vez.
  3. 3 A volta do cliente Pelo livro de clientes, a Persona mede quem voltou a comprar depois da crise.

Como cinco maisons responderam às próprias crises

Dolce & Gabbana, 2018
Depois do vídeo com uma modelo chinesa comendo com hashi, Tmall, JD.com e outras plataformas tiraram a marca do ar. Dois dias depois, os dois fundadores pediram desculpa em vídeo, com legenda em chinês (Fortune).
Prada, 2018
Primeiro defendeu os chaveiros acusados de racismo como “fantasy charms”. Três dias depois, pediu desculpa, retirou os produtos, doou o que tinha vendido e criou um conselho de diversidade (The Jakarta Post).
Gucci, 2019
O suéter acusado de blackface saiu das lojas e do site no dia seguinte, com desculpa pública (Today). Em março, a marca criou o conselho Changemakers.
Balenciaga, 2022
Publicou duas notas antes de assumir a responsabilidade e processou a produtora da campanha, depois desistiu. Caiu do 1º para o 11º lugar no ranking da Lyst no fim de 2022 e passou 2023 entre o 18º e o 12º (The Fashion Law).
Dior, 2024
Condenou as práticas de dois fornecedores e reorganizou a seleção. O tribunal de Milão encerrou a administração judicial antes do prazo, em março de 2025 (FashionUnited).

O cliente pergunta ao consultor dele

O comunicado vai para a imprensa, e a pergunta do cliente chega ao consultor que o atende. Na pesquisa da Altagamma citada pela Jing Daily em 2024, 70% dos consumidores de luxo disseram que mudariam de marca para seguir o consultor preferido: numa crise, o vínculo com o consultor segura o cliente que a notícia afasta da marca.

O que costumam perguntar.

Quem cuida da imprensa?

A Folhetim ou a assessoria que a marca já tem.

E o seguro e o jurídico?

Ficam com a corretora e o escritório que a marca já tem. A Persona coordena o calendário com eles, para a loja agir dentro do que a apólice e a lei pedem.

A loja da marca sabe o que dizer no dia seguinte a uma notícia ruim?